Reencontrar nossa cidade, de onde tantas lembranças vêm, parece que todas as dores ficaram para trás, e que nada de ruim poderá nos acontecer
Tantas decepções
Tantos desentendimentos
Tantos desencontros
Só quem vive fora de sua terra sabe a dureza com que o mundo pode se apresentar
Você não é ninguém,
Arranjos sociais que convêm
Lá, os amigos ganham uma dimensão enorme
Somos vulneráveis sim; ficamos carentes sim
Numa solidão tão profunda que dói, mas é dor que não se explica, apenas cala
Agora que voltei, não preciso mais tomar estranhos como parentes meus, numa adoção forçada de pura carência.
Aqui tenho os meus entes queridos; amigos por opção.
O coração e os olhos sorriem, todo o corpo, numa epifania
Cada rua tem um significado que os nossos sentidos captam imediatamente
Também vejo no outro o tempo que passou em mim.
Lairte Serrinha/BA, 2018

Como somos ricos de sentimentos e luz interior, inspirações contidas... Fiquei tocada e orgulhosa ao ler esse poema que diz tanto de todos nós, escrito aqui, nesse espaço de respiro, de autoafirmação e encontros inesperados. Solidariedade e igualdade. Empatia.
ResponderExcluirUm sorriso se desenha e baila em meus lábios.
É tempo de viver!
Obrigada, Lairte!
Salete, desculpa pela demora em responder. os comentários não aparecem no celular, onde eu sempre abria o blog. Só estou vendo hoje. Obrigada pela suas palavras generosas. É um incentivo a mais para continuar escrevendo. Grande abraço.
ResponderExcluir